Teatro de revista
Ataca a orquestra
Pra lá já de frapê
O tema de abertura
Começa o trê lê lê
O fraque em frangalhos
Tirando no aluguel
Sem cerimônia, o mestre
Derrama o seu papel
E aí vem a rainha
Do estripetise(atroz)
Que só revela ossos
Da vida são seus nós

E agora a vedete
A bela elizabete
A vamp que promete
Mas não passa de um gilete

E as bailarinas borboletas desvairadas
Asas quebradas se esforçam num bailado
Que dá platéia arranca um ronco afinado
Barrigas fazem coro e risos descorados

Cadê o meu dinheiro
Meu sonho cor de anil
Assim não há cristão n’arena que resista
A corda bamba é minha
O verdadeiro artista
Desde pobre esplendoroso teatro de revista
 

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