Festa e solidão
Hoje eu sei, eu aprendi, que a festa é a solidão
Andam juntas, dançam juntas, no mesmo salão
Lado a lado, braço dado, a mão contra a mão
Se acarinham, amam, brincam num só coração
Num só coração
Meu coração
Meu coração
Meu coração
Meu grande coração
Um terreiro embandeirado, foguetes, fogueira
Lua, lindo céu lavado, delírio, roleira,
Fim de brasa, sombra a cinza, é borra, é prata
Cola, gruda, permanece no chão da sapata
No chão da sapata
Chão da sapata
Chão da sapata
Chão da minha sapata

Galos cantam
Foisse essa noite
Sonhos giram
Rostos nas mentes
Beira-cama o calçado
Guarda a vida sonhada
Levantar
Rapar a sola
As sombras do farto
As sombras dos farto
Olho abrindo, quarto escuro, o sol, luz na fresta
Um sorriso dossamargo, os fleches na testa
Fogos, viva, peito cheio de estrelas, lembranças
No abraço vigoroso – solidão, do amor e festa
Solidão e festa
Diga o que resta
Diga o que resta
Diga o que resta
Diga lá meu coração
O que resta.
 

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